Muitas clínicas médicas e da área da saúde pagam mais imposto do que deveriam e nem percebem. Isso não acontece porque a lei obriga, mas porque a maioria das clínicas nunca passou por uma análise tributária correta. Na prática, o imposto acaba sendo calculado da forma mais simples, e quase sempre essa forma é a mais cara.
Um exemplo comum é a clínica que está no Simples Nacional e paga cerca de 15% de imposto todo mês. O dono acredita que isso é normal, porque “todas as clínicas pagam isso”. Mas a verdade é que a legislação permite pagar menos, desde que a clínica esteja estruturada da forma correta.
Existe uma regra chamada Fator R. Apesar do nome complicado, a ideia é simples: a lei compara quanto a clínica fatura com quanto ela gasta com pessoas. Entram nessa conta os salários dos funcionários e também o pró-labore dos sócios. Quando essa relação atinge um determinado percentual, a clínica pode mudar de faixa dentro do Simples Nacional e passar a pagar um imposto bem menor.
Na prática, isso pode significar sair de uma carga próxima de 15% para algo em torno de 6%. A atividade continua a mesma, o faturamento é o mesmo, o que muda é o enquadramento tributário. Essa possibilidade já está prevista em lei e é aplicada de forma totalmente legal.
Vamos a um exemplo simples. Imagine uma clínica que fatura R$ 100 mil por mês. Se ela paga cerca de R$ 30 mil entre salários e pró-labore, ela já pode estar dentro da regra que permite essa mudança de enquadramento. Muitas clínicas já cumprem esse requisito, mas continuam pagando imposto mais alto apenas porque ninguém nunca analisou isso com atenção.
Além disso, dependendo do tipo de atendimento, da estrutura física e dos procedimentos realizados, algumas clínicas podem ter outra oportunidade ainda mais interessante, chamada equiparação hospitalar. Esse enquadramento é aplicado em outro regime tributário e permite reduzir a base de cálculo do imposto, o que também gera economia significativa. Nem todas as clínicas se encaixam nessa regra, mas quando se encaixam, o impacto financeiro costuma ser grande.
O ponto principal é entender que imposto não é algo padrão para todos. Duas clínicas com o mesmo faturamento podem pagar valores completamente diferentes de imposto, simplesmente porque uma está organizada de forma estratégica e a outra não.
Por isso, antes de aceitar o valor do imposto que chega todo mês, o mais inteligente é fazer uma análise tributária. Essa análise não gera obrigação nenhuma, não muda nada automaticamente e não expõe dados sensíveis. Ela serve apenas para responder uma pergunta simples: minha clínica está pagando o imposto correto ou está pagando a mais?
Para facilitar esse processo, disponibilizamos um formulário rápido e sigiloso, onde você informa alguns dados básicos da sua clínica. A partir dessas informações, é possível identificar se existe ou não oportunidade de redução legal da carga tributária.
👉 Acesse o formulário de análise tributária aqui:
https://forms.gle/rYFCb5hiGAivNTyW6
Em muitos casos, essa simples análise já mostra que a economia não está em mudar de atividade ou “dar um jeito”, mas apenas em aplicar corretamente a legislação que já existe. Planejamento tributário não é sonegação, é organização. E toda clínica que cresce precisa, em algum momento, olhar para isso com atenção.