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Farmácias: sua drogaria pode perder margem com a Reforma Tributária?

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Farmácias: sua drogaria pode perder margem com a Reforma Tributária?

Todo mundo repete que a Reforma Tributária vai baixar o imposto dos medicamentos. É verdade — mas essa é só metade da história. A outra metade pode apertar a margem da sua drogaria.

A farmácia não vive só de remédio. Perfumaria, cosméticos, higiene e suplementos têm peso enorme no seu faturamento — e esses produtos vão para a alíquota cheia do novo imposto. Somado ao fim do monofásico e ao split payment, o efeito no caixa pode ser real.

Ignorar isso é arriscado: quem não recalcular preços e mix pode ver a margem encolher sem entender por quê. Quem se antecipar, protege o lucro.

Neste artigo você vai entender, sem juridiquês, se a sua drogaria pode perder margem com a Reforma, onde está o risco e o que fazer agora para proteger o seu resultado.

A MS Contabilidade, especializada em contabilidade consultiva e planejamento tributário, vai ajudar você nesta jornada.

A seguir, confira os assuntos abordados neste artigo:

  1. A resposta curta: depende do seu mix de produtos
  2. Medicamentos: o lado bom da Reforma
  3. Perfumaria, cosméticos e higiene: onde a margem pode apertar
  4. O fim do monofásico e do ICMS-ST muda o jogo
  5. Split payment: o aperto no caixa da farmácia
  6. Preços: por que a sua drogaria vai ter que recalcular
  7. O que fazer agora para proteger a margem
  8. Perguntas frequentes sobre a Reforma e a margem da farmácia
  9. Conheça a MS Contabilidade!

Aviso: a Reforma está em regulamentação ativa (LC 214/2025) e as alíquotas padrão ainda não foram fixadas. Estados já começaram a encerrar o ICMS-ST de perfumaria e higiene. Os percentuais deste artigo são estimativas e podem mudar — cada farmácia exige análise do seu mix.

A resposta curta: depende do seu mix de produtos

Não existe um efeito único para todas as farmácias. A Reforma trata cada grupo de produto de um jeito. Por isso, o impacto na sua margem depende de quanto você vende de cada categoria.

De forma resumida:

Grupo de produtoTratamento na ReformaEfeito provável na margem
Medicamentos (maioria)Redução de 60% do IBS/CBSTende a melhorar
Medicamentos de listas específicasAlíquota zeroMelhora
Perfumaria, cosméticos, higieneAlíquota cheia (~26% a 28%)Pode apertar
Suplementos e correlatosEm geral, alíquota cheiaPode apertar

Ou seja: se a sua farmácia vende muito item de não-medicamento, a atenção precisa ser redobrada.

Medicamentos: o lado bom da Reforma

Aqui a notícia é boa. A LC nº 214/2025 concede redução de 60% na alíquota de IBS/CBS para a maioria dos medicamentos e alíquota zero para listas específicas (oncologia, diabetes, HIV, doenças raras e Programa Farmácia Popular).

Na parcela de medicamentos, a tendência é de carga menor. O problema é que a farmácia não vende só isso.

Perfumaria, cosméticos e higiene: onde a margem pode apertar

Esses produtos são de alto giro na drogaria — e não têm benefício na Reforma. Vão para a alíquota cheia, estimada entre 26% e 28%.

Hoje, boa parte desses itens é monofásica de PIS/COFINS e tem ICMS-ST: o imposto já vem concentrado na indústria e a farmácia revende sem nova cobrança relevante. Com a Reforma, essa lógica muda — e a etapa do varejo passa a ser tributada.

Se metade das suas vendas é de não-medicamentos, metade do seu faturamento entra na alíquota cheia do novo imposto.

O fim do monofásico e do ICMS-ST muda o jogo

Dois pilares que hoje protegem a margem da farmácia vão acabar:

  • Fim do monofásico de PIS/COFINS: os produtos deixam de ter a carga concentrada na indústria; o IBS/CBS passa a incidir de forma não cumulativa em cada etapa.
  • Fim do ICMS-ST: estados já começaram a encerrar a substituição tributária de perfumaria e higiene, o que exige recalcular preços e créditos.

Com a não cumulatividade plena, a farmácia passa a se creditar nas compras e a debitar nas vendas. Para produtos de alíquota cheia, isso significa imposto sobre a sua margem de revenda — algo que hoje, no monofásico, não acontece.

Split payment: o aperto no caixa da farmácia

A Reforma traz o split payment: o imposto é separado e recolhido automaticamente no momento em que o pagamento é liquidado. Na prática, o valor do tributo sai na hora da venda.

Para a farmácia, isso muda o fôlego de caixa. Aquele dinheiro do imposto que antes circulava no fluxo até a data de recolhimento deixa de ficar disponível. Sem planejamento, o capital de giro sente.

Preços: por que a sua drogaria vai ter que recalcular

Com o fim da ST e a chegada do IBS/CBS destacado por fora, a formação de preço muda. Manter a mesma tabela de antes pode significar vender no prejuízo em alguns itens — ou ficar caro e perder venda em outros.

Reprecificar com base na nova tributação, categoria por categoria, deixa de ser opção e vira necessidade. É o que separa a farmácia que protege a margem da que a perde sem perceber.

O que fazer agora para proteger a margem

A boa notícia: dá para se antecipar. O que a sua drogaria deve fazer:

  • Mapear o mix: saber quanto vende de medicamento x não-medicamento.
  • Simular a nova carga: por categoria, com as regras da Reforma.
  • Revisar a precificação: recalcular preços com o IBS/CBS e o fim da ST.
  • Atualizar o sistema: para emitir a nota no novo modelo e conciliar o split payment.
  • Rever o regime tributário: Simples, Presumido ou Real podem reagir de formas diferentes à Reforma.

Perguntas frequentes sobre a Reforma e a margem da farmácia

Reunimos as dúvidas mais comuns de donos de farmácias sobre o impacto da Reforma na margem.

A Reforma vai aumentar ou diminuir o imposto da farmácia?

Depende do mix. Nos medicamentos, tende a cair. Em perfumaria, cosméticos e higiene, pode subir. O resultado líquido varia de farmácia para farmácia.

Por que os não-medicamentos ficam mais caros de tributar?

Porque vão para a alíquota cheia e perdem o monofásico e o ICMS-ST, que hoje concentram o imposto na indústria.

O que é o split payment?

É o recolhimento automático do imposto no momento do pagamento da venda. Ele afeta o capital de giro da farmácia.

Preciso mudar meus preços?

Muito provavelmente sim. Com o fim da ST e o novo imposto, a formação de preço muda por categoria.

Quando isso começa a valer?

A transição começa em 2026 e vai até 2033, mas alguns estados já encerraram a ST de perfumaria e higiene. O momento de planejar é agora.

Conheça a MS Contabilidade!

A Reforma não é só sobre pagar menos imposto nos remédios — é sobre proteger a margem de toda a sua drogaria. Quem entender o próprio mix e se antecipar vai atravessar a transição sem sustos.

A MS Contabilidade é a contabilidade consultiva especializada em drogarias, farmácias e distribuidoras de medicamentos. Analisamos o seu mix, simulamos a nova carga por categoria e ajudamos a reprecificar e a escolher o melhor regime — para a sua margem ficar protegida na Reforma.

Fale agora mesmo com a nossa equipe e prepare a sua farmácia para a Reforma sem perder margem.

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