Como as Novas Tabelas do IBS e da CBS Vão Impactar a Emissão da Nota Fiscal e a Rotina das Empresas

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Como as Novas Tabelas do IBS e da CBS Vão Impactar a Emissão da Nota Fiscal e a Rotina das Empresas

Introdução

A Reforma Tributária está oficialmente em andamento, e com ela vêm transformações profundas que impactarão diretamente a operação das empresas brasileiras. Um dos pontos mais sensíveis para o empresário é a mudança na emissão das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), com a adoção obrigatória dos campos da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O novo modelo não apenas muda a forma de tributar o consumo, mas também exige adaptação tecnológica, contábil e estratégica das empresas. Neste artigo, explicamos de forma clara o papel das novas tabelas de IBS e CBS, como isso afeta sua rotina e o que fazer agora para se preparar.

1. O que são o IBS e a CBS

O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) são os novos tributos criados para substituir PIS, Cofins, ICMS e ISS. Eles compõem o novo modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, dividido entre esfera federal (CBS) e estadual/municipal (IBS). A proposta visa simplificar, tornar o sistema mais neutro e aumentar a transparência tributária nas operações comerciais brasileiras.

2. O papel das novas tabelas na NF-e

Com a implantação da CBS e IBS, será obrigatória a utilização de novas tabelas para parametrizar corretamente os campos tributários da NF-e. Essas tabelas definem os códigos de operação, tipos de contribuinte, modalidades de incidência e regras de apuração, e serão vinculadas diretamente aos campos específicos da NF-e e da NFC-e. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS publicaram versões preliminares dessas tabelas em Nota Técnica 2025.002, para testes e implementação pelos emissores.

3. O que muda para o empresário

Empresários que emitem NF-e precisarão garantir que seus sistemas estejam atualizados com os novos campos de IBS e CBS. A mudança exigirá trabalho conjunto entre o contador, o fornecedor de software fiscal e o time administrativo da empresa. Além disso, operações que hoje não geram crédito passarão a impactar diretamente o custo para os clientes, o que pode afetar competitividade.

4. Cronograma de implementação

– 2025: Testes em ambiente controlado para grandes empresas

– 2026: Entrada obrigatória dos campos IBS/CBS nas NF-es, com alíquotas simbólicas (CBS 0,10% e IBS 0,05%)

– 2027: Extinção de PIS e Cofins; entrada plena da CBS

– 2029 a 2032: Transição progressiva do IBS, com extinção completa de ICMS e ISS até 2033

5. Riscos de não se adaptar

A não adequação aos novos leiautes de NF-e com IBS e CBS resultará em rejeição do documento fiscal eletrônico. Além disso, empresas que não estiverem atualizadas poderão ser excluídas de cadeias de fornecimento, principalmente se venderem para empresas que dependem do crédito tributário gerado pela nota. O risco reputacional e operacional será alto para quem não estiver em conformidade até janeiro de 2026.

6. Checklist de ações práticas

– Revisar sistema emissor de NF-e e entrar em contato com fornecedor de ERP

– Identificar operações que exigirão crédito na CBS e IBS

– Treinar equipe interna para compreender novos códigos e tabelas

– Validar integração com contabilidade e área fiscal

– Testar ambiente de homologação antes da obrigatoriedade

Conclusão

A Reforma Tributária está avançando em ritmo acelerado, e empresários que se anteciparem terão uma vantagem competitiva relevante. Mais do que entender a teoria, é essencial colocar a mão na massa e preparar sua operação para um novo ciclo tributário. A MS Contabilidade está pronta para ajudar sua empresa a atravessar essa transição com segurança, estratégia e controle. Preencha o formulário disponível neste post e receba um diagnóstico gratuito sobre os impactos da Reforma Tributária no seu negócio.

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