Simples, Presumido ou Real? Essa é uma das decisões que mais pesam no bolso do dentista — e uma das que mais gera dúvida. A escolha errada faz a clínica pagar imposto a mais o ano inteiro.
A verdade é que não existe um regime tributário que seja o melhor para todo dentista. Existe o melhor para o seu caso — e ele depende de fatores que dá para mapear.
Escolher no achismo, ou só repetir o que sempre foi, é o caminho mais curto para o prejuízo silencioso. Decidir com critério é o que protege a sua margem.
Neste artigo você vai entender, sem juridiquês, quais são os regimes disponíveis para a clínica odontológica e os critérios que definem qual é o melhor regime tributário para o seu perfil de dentista.
A MS Contabilidade, especializada em contabilidade consultiva e planejamento tributário, vai ajudar você nesta jornada.
A seguir, confira os assuntos abordados neste artigo:
- Os regimes disponíveis para a clínica odontológica
- Não existe melhor regime universal — existe o melhor para você
- Os 5 critérios que decidem o regime do dentista
- Quando o Simples Nacional é o melhor
- Quando o Lucro Presumido compensa
- Quando o Lucro Real entra em cena
- Checklist rápido para decidir
- O erro de escolher no achismo (e a Reforma)
- Perguntas frequentes sobre o regime do dentista
- Conheça a MS Contabilidade!
Aviso: as regras do Simples (LC 123/2006), do Lucro Presumido (Lei 9.249/1995) e o tratamento da saúde na Reforma (LC 214/2025) podem mudar. Este guia traz critérios de decisão — a escolha final exige simulação com os seus números.
Os regimes disponíveis para a clínica odontológica
O dentista pode ser tributado por três regimes. Cada um tem uma lógica:
- Simples Nacional: guia única (DAS), com o INSS patronal incluído. A odontologia cai no Anexo III ou V, conforme o Fator R.
- Lucro Presumido: a Receita presume um lucro sobre o faturamento. Pode ter presunção reduzida com a equiparação a serviço hospitalar.
- Lucro Real: o imposto incide sobre o lucro efetivo. Indicado para margens baixas ou faturamento alto.
Não existe melhor regime universal — existe o melhor para você
Duas clínicas com o mesmo faturamento podem ter regimes ideais diferentes. Uma com equipe grande e outra enxuta, uma que atende só pessoa física e outra que fatura com convênios — cada uma responde de um jeito.
Por isso, mais importante do que decorar tabelas é entender os critérios que decidem. É o que veremos a seguir.
Os 5 critérios que decidem o regime do dentista
Estes são os fatores que, juntos, apontam o melhor regime para a sua clínica:
- Folha de pagamento (Fator R): folha alta em relação à receita favorece o Simples no Anexo III (alíquota inicial de 6%).
- Faturamento anual: acima do limite do Simples (R$ 4,8 milhões), o caminho é Presumido ou Real.
- Perfil de clientes: quem atende muitas empresas e convênios pode se beneficiar de regimes que transferem crédito.
- Equiparação hospitalar: clínicas com estrutura podem reduzir a presunção do IRPJ no Presumido de 32% para 8%.
- Margem de lucro real: margem baixa aproxima do Lucro Real; margem alta favorece o Presumido.
Quando o Simples Nacional é o melhor
Para a maioria das clínicas odontológicas com equipe, o Simples costuma vencer — principalmente porque o INSS patronal já está dentro do DAS. O Simples tende a ser o melhor quando:
- A clínica tem folha relevante e mantém o Fator R acima de 28% (Anexo III);
- O faturamento está dentro do limite de R$ 4,8 milhões/ano;
- O atendimento é majoritariamente a pessoas físicas.
Quando o Lucro Presumido compensa
O Presumido ganha força em clínicas com folha baixa ou com estrutura que permita a equiparação hospitalar. Costuma compensar quando:
- A clínica tem poucos funcionários (o INSS por fora pesa menos);
- Consegue a equiparação a serviço hospitalar (presunção de 8%);
- O faturamento ultrapassa o teto do Simples;
- O sócio maximiza a distribuição de lucros isenta.
Quando o Lucro Real entra em cena
O Lucro Real é menos comum na odontologia, mas é a melhor opção em situações específicas:
- Margem de lucro apertada ou anos de prejuízo (não se paga IRPJ/CSLL sobre lucro que não existe);
- Grandes estruturas com muitos custos e créditos a aproveitar;
- Faturamento elevado com baixa lucratividade.
Checklist rápido para decidir
Responda a estas perguntas — elas apontam a direção:
| Pergunta | Se SIM, tende a… |
| A folha (com pró-labore) chega a 28% da receita? | Simples — Anexo III |
| Atendo principalmente pessoa física? | Simples |
| Tenho poucos funcionários e boa margem? | Lucro Presumido |
| Minha clínica se enquadra como serviço hospitalar? | Lucro Presumido (8%) |
| Faturo acima de R$ 4,8 milhões/ano? | Presumido ou Real |
| Minha margem é baixa ou tenho prejuízo? | Lucro Real |
O checklist dá a direção, mas a decisão final vem da simulação com os seus números reais.
O erro de escolher no achismo (e a Reforma)
A maioria das clínicas nunca simulou os regimes — ficou no que o primeiro contador definiu. Esse é o erro que custa caro ano após ano.
E há um motivo extra para revisar agora: a Reforma Tributária começa em 2026. A odontologia ganha a redução de 60% na parcela de saúde, e cada regime reage de um jeito à transição. Decidir com critério hoje evita surpresas amanhã.
Perguntas frequentes sobre o regime do dentista
Reunimos as dúvidas mais comuns de dentistas sobre a escolha do regime tributário.
Qual o melhor regime para dentista?
Para a maioria com equipe, o Simples no Anexo III. Clínicas enxutas ou com equiparação hospitalar podem pagar menos no Presumido. Só a simulação confirma.
Como sei se estou no anexo certo do Simples?
Calculando o Fator R (folha ÷ receita dos 12 meses). Se der 28% ou mais, você tem direito ao Anexo III, mais barato.
Posso trocar de regime quando quiser?
A opção é feita, em regra, no início do ano-calendário. Por isso o planejamento precisa de antecedência.
Vale a pena sair do Simples?
Depende do seu perfil. Para clínicas com folha baixa, equiparação hospitalar ou acima do teto, o Presumido pode compensar.
A Reforma muda o melhor regime?
Pode influenciar. Durante a transição, o Simples e o Fator R continuam valendo, mas o crédito e o perfil de clientes ganham peso na decisão.
Conheça a MS Contabilidade!
Escolher o regime tributário certo pode significar dezenas de milhares de reais por ano na sua clínica. E, como você viu, a resposta depende do seu perfil — não de uma regra geral.
A MS Contabilidade é a contabilidade consultiva especializada em dentistas e clínicas odontológicas. Simulamos os três regimes com os seus números, avaliamos o Fator R e a equiparação hospitalar e mostramos, com clareza, qual é o melhor regime para o seu caso.
Fale agora mesmo com a nossa equipe e descubra o melhor regime para a sua clínica.
Ou preencha o formulário: clique aqui e fale com a nossa equipe
Leia também:
- SIMPLES NACIONAL X LUCRO PRESUMIDO PARA DENTISTAS: QUAL COMPENSA
- FATOR R PARA CLÍNICAS ODONTOLÓGICAS: COMO PAGAR MENOS NO SIMPLES NACIONAL
- CONTABILIDADE PARA DENTISTA: COMO PAGAR MENOS IMPOSTO NA CLÍNICA
- PRÓ-LABORE E DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS PARA DENTISTAS: O QUE MUDA NO SEU BOLSO
- O QUE MUDA PARA DENTISTAS COM A REFORMA TRIBUTÁRIA